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	<title>Política Pública Comunicação</title>
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	<description>Acreditamos nas pessoas</description>
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		<title>Cultivar o hábito</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 13:21:36 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Oportunidades]]></category>

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		<description><![CDATA[As oito organizações mineiras, contempladas em edital, trabalham articuladas para promover o hábito da leitura, entre crianças e adolescentes. “Oferecemos às instituições selecionadas apoios técnico e financeiro, buscando garantir a formação e a infraestrutura necessárias para a realização das atividades de forma integrada”, gerente de Educação, Arte e Cultura do Instituto C&#038;A, Áurea Alencar. A partir da articulação de ações entre 73 organizações no país, na promoção do protagonismo infanto-juvenil, o programa Prazer em Ler beneficia 15 pólos de leitura.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;"><a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fwww.politicapublica.com.br%2F%3Fp%3D291"><img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fwww.politicapublica.com.br%2F%3Fp%3D291" height="61" width="51" /></a></div><p><img class="alignleft size-medium wp-image-292" title="PAG 15 - foto 2" src="http://www.politicapublica.com.br/wp-content/uploads/2010/09/PAG-15-foto-2-300x200.jpg" alt="PAG 15 - foto 2" width="300" height="200" />Daniel de Araújo, Colaborador</p>
<p>Oito organizações sociais são as representantes mineiras, na edição 2010/2011 do programa Prazer em Ler, do Instituto C&amp;A, e formarão dois pólos de leitura no Estado, um em Belo Horizonte e outro em Betim (RMBH), com o intuito de promover a formação de novos leitores. Articuladas, as organizações trabalharão em um projeto coletivo de fomento e promoção da leitura entre crianças e adolescentes. O Instituto C&amp;A, braço social da marca de moda, está formando pólos de leitura em várias partes do país. Ao todo, serão 15 pólos, envolvendo 73 organizações, que trabalham com crianças e adolescentes. Os investimentos no programa, são da ordem de  3,1 milhões, no apoio aos projetos selecionados, além de aproximadamente, 350 mil em atividades de formação para os integrantes das organizações contempladas. Em Belo Horizonte, e RMBH, as ONGs Missão Ramacrisna e Grupo de Desenvolvimento Comunitário (GDECOM), foram selecionadas no edital.</p>
<p>Além de Minas Gerais, foram agraciadas organizações sociais dos estados da Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Paraná,Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo. &#8220;Acreditamos que, neste momento, a melhor forma de incentivar a leitura entre crianças e adolescentes é desenvolver um trabalho em formato de pólos. Para isso, selecionamos essas organizações, por meio de um edital e oferecemos a elas apoio técnico e financeiro, para garantir a formação adequada e toda a infraestrutura necessária para realizar as atividades de forma integrada”, explica a gerente de Educação, Arte e Cultura do Instituto C&amp;A, Áurea Alencar.</p>
<p>Cada pólo é constituído por, no mínimo, quatro organizações. Uma delas assumirá o papel de proponente, e será a responsável pela formação dos demais. A superintendente da ONG Missão Ramacrisna, uma das organizações beneficiadas e proponente do pólo “Ler e Ler”, localizado em Betim (RMBH), Solange Bottaro, conta como a instituição trabalha. “O objetivo do pólo é desenvolver o prazer pela leitura a partir do zero, beneficiando crianças e adolescentes que não têm o hábito de ler”. Além disso, a escolha das demais organizações, tem contribuído para o alcance desse objetivo, pois elas realizam ou já realizaram trabalhos relacionados à leitura e se localizam em áreas geograficamente distintas na cidade, propiciando maior disseminação da iniciativa. Em Betim, a expectativa é beneficiar cinco mil pessoas.Para Frankito Lopes Ferreira, o Prazer em Ler proporciona, na comunidade, um espaço com acesso aos livros. “Após os investimentos do Instituto C&amp;A, a biblioteca da Missão Ramacrisna se transformou em um verdadeiro “paraíso” da leitura, temos vários tipos de obras e autores, e também o apoio de mediadores, profissionais que orientam e incentivam à leitura, numa comunidade carente desse tipo de atividade. Com a parceria, todos têm a oportunidade de ler e conhecer o diversificado universo da leitura”, comemora.</p>
<p>Outro pólo em BH, o “Sou de Minas, Uai”, é gerido pelo Grupo de Desenvolvimento Comunitário (GDECOM). A coordenadora de projetos sociais do grupo, Eleusa Andrade da Veiga, lembra que ler é um direito de todos. “O prêmio, proporciona às pessoas essa oportunidade”, afirma. Para Eleusa, não só as crianças e os adolescentes, mas as famílias e a comunidade em geral, também são beneficiadas com o trabalho desenvolvido pelo “Sou de Minas, Uai”, diz. Hoje, cerca de duas mil pessoas são atendidas, entre jovens, familiares e comunidade. “O cantinho da leitura é bem silencioso, então eu consigo me concentrar e aprender mais. Às vezes eu levo livros para a minha casa, para ler no meu quarto, porque acho que ler livros é muito melhor e mais legal do que assistir televisão e jogar videogame”, conta uma das beneficiadas neste núcleo, Ana Luíza Souza Vasconcelos.</p>
<p>As outras organizações contempladas são: Associação Comunitária Vila Presidente Vargas, Centro Cristão Evangélico Educacional, Grupo de Apoio à Criança e Adolescente do Cabana, Serviço Assistencial Salão do Encontro, Instituto Casa Santa e Grupo das Crianças Carentes da Vila São Caetano.</p>
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		<title>Preservar a biodiversidade</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 13:11:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Responsabilidade Social]]></category>

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		<description><![CDATA[No Ano Internacional da Biodiversidade, recai sobre o Brasil, dono da maior riqueza biológica no mundo, um alto grau de responsabilidade com a proteção e preservação das formas de vida encontradas no seu território. O valor econômico global dos bens e serviços prestados pela biodiversidade é estimado, pela União Mundial para a Natureza, em torno de US$ 33 trilhões ao ano, mais do que a soma o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos (US$ 14,4 trilhões), Europa (US$ 14,94 trilhões) e Brasil (R$ 2,9 trilhões), no ano de 2008.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;"><a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fwww.politicapublica.com.br%2F%3Fp%3D287"><img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fwww.politicapublica.com.br%2F%3Fp%3D287" height="61" width="51" /></a></div><p><img class="alignleft size-medium wp-image-289" title="Juca &amp; Pingo" src="http://www.politicapublica.com.br/wp-content/uploads/2010/09/Juca-Pingo-300x225.jpg" alt="Juca &amp; Pingo" width="300" height="225" />Litza Mattos, Editora-Adjunta do caderno EU ACREDITO! </p>
<p>Os setores madeireiro, pecuária e de cultivo da soja operados, em sua maioria ilegalmente, são os principais responsáveis pelo desmatamento, no Brasil. No Ano Internacional da Biodiversidade, de acordo com declaração, elaborada durante Assembleia Geral, da Organização das Nações Unidas (ONU), esta situação coloca o país como líder mundial em desmatamento, seguido por Indonésia e Austrália, apesar da redução da área desmatada, em 20 anos &#8211; segundo dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), anunciados em março deste ano. O grande volume de desmatamento, aliado a  fatores causados pela expansão urbana, as atividades agrícolas, os altos índices de poluição e a recorrência de incêndios geram conseqüências diretamente proporcionais à extinção e degradação dos ambientes naturais, a redução do habitat e o aumento do risco de extinção das espécies da fauna e flora brasileira.</p>
<p>Dono da maior riqueza biológica do mundo, recai sobre o Brasil um alto grau de responsabilidade com a proteção e preservação das formas de vida encontradas no seu território, que compõem a rica biodiversidade nacional, hoje reconhecida como o alicerce para o desenvolvimento humano sustentável, nos âmbitos social, econômico e ambiental. Em território brasileiro o investimento na proteção da biodiversidade implica por exemplo, em manter o ar e a água limpos e puros, redução de desastres naturais, descoberta de novos medicamentos e produção de alimentos suficientes. Esses e outros componentes encontrados na biodiversidade representam um leque extenso de oportunidades de geração de riquezas, nas áreas da pesquisa e conhecimento, passando pelo desenvolvimento de novas tecnologias inclusivas e influência nas políticas públicas universais, para o estabelecimento de um ambiente de prosperidade igualitário e de melhoria da qualidade de vida de todos.</p>
<p>Segundo o Fundo Mundial para a Natureza (WWF Brasil), em 2009, a humanidade usou 40% a mais de recursos do que a natureza é capaz de regenerar em um ano, e revela que a continuidade  da perda maciça da biodiversidade está nos aproximando cada vez mais, de diversos “pontos de colapso”, em que os ecossistemas entrarão em estados menos produtivos, entre os quais, a impossibilidade total de sua recuperação. Muito desse descompasso se deve ao não cumprimento, por parte dos governos mundiais, da promessa que assumiram em 2002, junto à Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), de redução do índice de perda da biodiversidade até este ano, definido pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Ano Internacional da Biodiversidade.</p>
<p><strong>Instituições mineiras se unem na proteção de bioma</strong></p>
<p>Em Minas Gerais, algumas instituições de diferentes setores, já se uniram na tentativa de preservar e resgatar o que ainda resta de um dos principais biomas &#8211;  conjunto de diferentes ecossistemas – a Mata Atlântica. Responsável por abrigar grande parte da diversidade natural do país, cerca de duas mil espécies de animais e 20 mil da fauna, o estado de Minas Gerais apresenta um dos índices de desflorestamento do Bioma Mata Atlântica, mais altos do país. O Estado perdeu 12.524 hectares, de um total de 20.867 hectares suprimidos de mata nativa, dentre os nove estados brasileiros que abrigam a Mata Atlântica (Goiás, Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo), no período de 2008-2010. Os dados foram divulgados pela Fundação SOS Mata Atlântica e  Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), no documento “Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica”.</p>
<p>Dentre os animais ameaçados de extinção, encontrados neste bioma, está o muriqui-do-norte (Brachyteles hypoxanthus), o maior primata das américas, espécie presente na lista dos 25 primatas mais ameaçados do mundo. E é na região da Zona da Mata mineira que a ONG Conservação Internacional (CI) implanta, ainda em formato piloto, o projeto Muriqui de Carbono Florestal, que promove a restauração florestal, com o engajamento de proprietários rurais da região da bacia do rio Manhuaçu, uma área tradicionalmente produtora de café e leite.</p>
<p>Com o projeto, realizado em parceria com o Citi Foudantion, braço social do banco homônimo e a ONG local Preserve-Muriqui, os proprietários rurais serão estimulados a regularizarem suas terras, de acordo com a legislação ambiental, para implementar um corredor ecológico, conservar a natureza, a sobrevivência de espécies ameaçadas e garantir o bem-estar da sociedade. De acordo com o gerente Técnico do Programa Mata Atlântica da Conservação Internacional, Lucio Bedê, ninguém melhor que os proprietários rurais para compreenderem a importância das florestas. “O projeto Muriqui de Carbono Florestal foi pensado para fazer frente a essa missão, utilizando o mercado de carbono para mostrar que, ao restaurar, o proprietário presta um importante serviço para o planeta no plantio de árvores que retiram o carbono da atmosfera, responsável por grande parte do aquecimento global”, afirma Bedê.</p>
<p>Os proprietários dos municípios mineiros de Ipanema, Caratinga e Simonésia estão passando pela fase de adesão, para posteriormente promoverem a restauração de 600 hectares de um total de 60 mil, em um prazo de três anos. “É um pedacinho pequeno diante da necessidade, mas sua importância se revela na inauguração de um novo modelo de práticas sustentáveis, no uso da terra, na perspectiva de estabelecer um sistema de Pagamento por Serviços Ambientais aos pequenos produtores rurais que aderirem ao projeto, atuarem na restauração de florestas, na conservação da espécie do muriqui, na proteção dos recursos hídricos e na geração dos benefícios climáticos”, finaliza Bedê. As atividades do Muriqui de Carbono Florestal têm previsão para início em 2011.</p>
<p><strong>Além dos muros da universidade, projeto recupera o novo “Velhas”</strong></p>
<p>Frente ao atual contexto de priorização de políticas, em âmbito global, de expansão do sistema econômico, ainda distante de considerar a premissa da proteção e preservação dos recursos naturais,  sob justificativas como, frear o crescimento econômico e de exigir investimentos altos, com retorno a longo prazo,  em Minas, organizações não-governamentais (ONGs) se mobilizam para amenizar alguns dos fatores negativos, diretamente ligados às ações e planos voltados para o crescimento econômico, em detrimento das políticas públicas universais rumo ao desenvolvimento socioambiental sustentado. As ações engendradas, focam na centralização dos esforços na conservação da biodiversidade, cada vez mais urgente e necessária.</p>
<p>Um exemplo de protagonismo social já iniciado sob a vertente da preocupação com a necessidade da mudança de paradigmas na sociedade é o Projeto Manuelzão. Fundado por professores do curso de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em 1990, ultrapassou os muros da universidade e desde 2007, passou a integrar o grupo dos projetos estruturadores do Governo  de Minas Gerais, ocupando um espaço entre as outras 50 ações prioritárias para o Estado mineiro. “Diante do quadro de falência das instituições políticas e partidárias, que mostrava a inexistência de atores preocupados com o Rio das Velhas, propusemos trazer o peixe de volta, questionando os modelos de crescimento e civilizatório, que o deixaram virar esgoto, para alavancar a produção de mercadorias, a exportação de minério, fábricação de automóveis e a expansão imobiliária”, afirma um dos fundadores, o professor Apolo Heringer.</p>
<p>Para consolidar a proposta de trazer o “peixe de volta”, foi estabelecida a Meta 2010 que propõe reenquadrar o trecho do Velhas, que passa pela Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), entre os municípios de Itabirito e Jequitibá, em classe II. Essa classificação é a de águas destinadas ao abastecimento doméstico, após tratamento convencional; a atividades de lazer (natação, esqui aquático, pesca e mergulho); à irrigação de hortaliças e plantas frutíferas. Os recentes resultados divulgados apontam para cerca de 60% das ações da meta cumpridas e ainda, para a prorrogação da sua conclusão para 2014. Para Apolo, o resultado atual é motivo de comemoração, porque a volta dos peixes, que hoje já pode ser identificada ao longo de 580 quilômetros, de um total de quase 800, é um dos principais indicativos da melhoria da qualidade das águas.</p>
<p><strong>Parceria impulsiona recuperação das águas</strong></p>
<p>O sucesso da meta se deve a uma metodologia empregada, prevendo a realização de expedições de navegadores e fomentando a articulação com os governos municipais da bacia, em torno de um Plano Diretor, documento que reune diagnósticos e propostas para revitalização das águas. O Plano do Velhas foi aprovado pelo Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas (CBH-Velhas), e prevê a organização de um grupo de trabalho, incluindo a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), secretarias de Estado, ONGs, comunidades e empresas. Com as parcerias, foi possível realizar a construção das Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs), na RMBH, principalmente nos ribeirões do Onça e do Arrudas, que também impulsionaram positivamente os resultados.</p>
<p>No primeiro trajeto, realizado em 2003, a equipe descia o rio para fazer o diagnóstico da região, identificar os principais focos de degradação e as ações que poderiam possibilitar a melhoria. O ambientalista e mobilizador social, Rafael Bernardes, participou da primeira navegação e retornou ao Rio das Velhas na última expedição, em 2009. “A primeira expedição, formada por três navegadores e uma equipe em terra de cerca de 50 pessoas, foi concluída em 28 dias. A partir da primeira visita, percebemos que muito da sujeira vinha dos cinco afluentes.</p>
<p>Então a proposta se estendeu para a bacia, de ponta a ponta, que contemplava outros rios adjacentes como o Taquaraçu, Jaboticatubas, Ribeirão da Mata e Paraúna”, revela.  Outras questões, como o lixo, o assoreamento e a recuperação da mata ciliar, ainda não apresentam sinais de grandes avanços. A última expedição revelou que três municípios ainda não alcançaram resultados positivos, em relação a 2003. Sete Lagoas e Sabará, por ainda despejarem esgoto sem tratamento nos rios, e Nova Lima, devido ao lixão, que mesmo desativado ainda polui o Velhas.</p>
<p>A prefeitura de Nova Lima esclarece que não recebeu nenhuma comunicação oficial a respeito do novo relatório do Projeto Manuelzão, mas informa que, a fim de solucionar a situação do lixão, tem cumprido rigorosamente todas as exigências estabelecidas pelo Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado com a Fundação Estadual de Meio Ambiente, em abril de 2010. A prefeitura de Sete Lagoas informa que o município encontra-se em fase de elaboração do Plano Municipal de Saneamento e que uma comitiva do município visitou um sistema de tratamento de esgoto sustentável na cidade de Madri, na Espanha, e negocia a possibilidade de implementação dessa tecnologia. A prefeitura de Sabará também foi procurada, mas não respondeu à nossa reportagem.</p>
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		<title>Embaixadora pelo Clima</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 13:13:56 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Merece destaque!]]></category>

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		<description><![CDATA[Ela tem 16 anos, é estudante, reside em Brasília (DF), participa ativamente de movimentos ambientais em prol do clima do planeta e é uma das oito adolescentes embaixadores pelo Clima no Brasil e uma dos dois no Distrito Federal, além de outros dois representantes, nos estados de Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo. A jovem Sofia Martins de Carvalho, traz em seu currículo a organização da mobilização de 350 pessoas, em frente ao Congresso Nacional para chamar a atenção dos governantes sobre o meio ambiente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;"><a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fwww.politicapublica.com.br%2F%3Fp%3D280"><img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fwww.politicapublica.com.br%2F%3Fp%3D280" height="61" width="51" /></a></div><p style="text-align: left;"><strong><img class="alignleft size-medium wp-image-281" title="International ClimateExchange Videoconference by the BC" src="http://www.politicapublica.com.br/wp-content/uploads/2010/09/International-ClimateExchange-Videoconference-by-the-BC-300x225.jpg" alt="International ClimateExchange Videoconference by the BC" width="300" height="225" />No país, oito jovens integram programa britânico Embaixadores pelo Clima</strong></p>
<p>Ela tem 16 anos, é estudante, reside em Brasília (DF), participa ativamente de movimentos ambientais em prol do clima do planeta e é uma das oito adolescentes embaixadores pelo Clima no Brasil e uma dos dois no Distrito Federal, além de outros dois representantes, nos estados de Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo. A jovem Sofia Martins de Carvalho, traz em seu currículo a organização da mobilização de 350 pessoas, em frente ao Congresso Nacional para chamar a atenção dos governantes sobre o aquecimento global, a criação de  um movimento em prol do meio ambiente e a participação nos debates e discussões, sobre o novo acordo global sobre o clima em dezembro passado, em Copenhague, na Dinamarca. “Comecei dentro de casa, porque era um pouco tímida, tinha vergonha de falar em público, e nunca me imaginei em uma posição de liderança, em qualquer tipo de movimento. Quando conheci o Conselho Britânico, responsável pela seleção, e o Programa Embaixadores pelo Clima, as coisas começaram a mudar na minha vida”, afirma. Sofia participou de um processo de capacitação, bastante rigoroso, que buscava identificar pessoas realmente motivadas pela vontade de mudar uma realidade. Passou uma semana no Rio de Janeiro (capital), envolvida em atividades de formação, como palestras sobre mudanças climáticas e outras informações. “Me senti capacitada para ter autonomia e argumentar sobre o tema, com qualquer pessoa. Isso abriu as janelas para a minha vida e comecei a agir com os amigos mais próximos”, declara.</p>
<p><strong>Como se sentiu quando foi escolhida como Embaixadora pelo Clima, no Brasil? </strong></p>
<p>Tive medo das propostas não serem aceitas, mas quando comecei a encontrar pessoas que tinham os mesmos pensamentos ou que conseguiam mudar algumas atitudes, percebi que a realidade poderia ser melhor.</p>
<p><strong>Como atuou para efetivar a proposta de conscientizar e mobilizar o jovem?</strong></p>
<p>Essa era uma das minhas outras preocupações, porque apesar da intenção em chegar até o jovem, percebia que a comunicação poderia ser difícil. Muitos jovens tendem a acreditar que a preocupação ecológica, essa atitude mais verde é coisa de ‘nerd’. E isso é um grande problema porque muitos deixam de fazer a sua parte por acreditarem que não vão ser aceitos no seu grupo. Comecei a usar do meu ciclo de amizades para unir pessoas de diferentes ‘tribos’ e realizar as ações em benefício do planeta.</p>
<p><strong>Como surgiu o Mema?</strong></p>
<p>Ao começar a multiplicar as informações, conheci pessoas maravilhosas e dispostas. Daí surgiu o movimento Mobilização dos Estudantes em prol do Meio Ambiente (Mema), fundado para divulgar a mensagem de forma mais efetiva, no sentido de envolver e engajar o jovem. Com o Mema estabelecido, reunimos 350 jovens para um movimento em frente ao Congresso Nacional e chamar a atenção dos políticos para as questões sobre o clima.</p>
<p><strong>O que aconteceu?</strong></p>
<p>O que mais me impressionou foi ver alguns deputados recebendo o nosso manifesto e, mais do que isso, ver 370 pessoas unidas, felizes e emocionadas, pedindo por mudanças, mesmo sob ameaça de chuva forte. Pessoas que nunca imaginei que se preocupariam. Tenho certeza que alguma coisa mudou na cabeça deles. Hoje o Mema conta com 25 integrantes.</p>
<p><strong>Comente a conferência em Copenhagen e os resultados, considerados não muito satisfatórios?</strong></p>
<p>Todos falam que a COP-15 foi um fracasso absoluto. Eu concordo, em termos de ações governamentais e políticas. Mas, quem estava lá viu a presença maciça de jovens e de organizações sociais motivadas por mudanças. Foi a melhor experiência da minha vida: ver todos aqueles representantes agindo, por mais que as lideranças não representassem os interesses do povo.</p>
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		<title>Protagonista social</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 13:00:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Responsabilidade Social]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 16 anos de trabalho, 1.375 crianças e adolescentes já passaram pelo Programa Querubins, ONG que começou suas atividades em 1994 na Vila Acaba Mundo, comunidade localizada no Sion, região Centro-sul da capital mineira. Oriundos de uma situação de vulnerabilidade social, hoje, muitos já estão inseridos no mercado de trabalho, estudando e cursando universidades. À frente deste trabalho está a idealizadora do programa Querubins, Magda Coutinho.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;"><a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fwww.politicapublica.com.br%2F%3Fp%3D276"><img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fwww.politicapublica.com.br%2F%3Fp%3D276" height="61" width="51" /></a></div><p><strong><img class="alignleft size-medium wp-image-277" title="_MG_2110-GestorSOCIAL" src="http://www.politicapublica.com.br/wp-content/uploads/2010/09/MG_2110-GestorSOCIAL-200x300.jpg" alt="_MG_2110-GestorSOCIAL" width="200" height="300" />Respeito mútuo desvenda os tesouros comunitários</strong></p>
<p>Em 16 anos de trabalho, 1.375 crianças e adolescentes já passaram pelo Programa Querubins, ONG que começou suas atividades em 1994 na Vila Acaba Mundo, comunidade localizada no Sion, região Centro-sul da capital mineira. Oriundos de uma situação de vulnerabilidade social, hoje, muitos já estão inseridos no mercado de trabalho, estudando e cursando universidades. À frente deste trabalho está a idealizadora do programa Querubins, Magda Coutinho. Atualmente o programa oferece apoio escolar e oficinas de arte-educação, dança e música, entre outras atividades, a 200 crianças e adolescentes de cinco a 18 anos. Já realizou a inserção de 338 jovens no mercado de trabalho e beneficia mais de 800 pessoas indiretamente. Mas nem sempre foi assim. Para Magda o crescimento do programa se deve ao respeito pela comunidade. “A palavra chave do sucesso é o amor. As vezes as pessoas acham que sabem o que é bom para o outro e chegam sem pedir licença à comunidade, mas só por meio do diálogo e a disposição em escutar o outro pode se chegar à melhor forma de trabalho. Quando se escuta se percebe os tesouros do outro”, ensina.</p>
<p>Magda lembra que o programa nasceu da sua inquietação frente às precárias condições de degradação dos recursos naturais do Parque JK. “Convidei cinco crianças para salvarem o parque e o número foi aumentando rapidamente, ao final de dois meses já haviam 80 crianças”, recorda. As atividades para recuperação do parque passavam pelo plantio de novas árvores, limpeza e conscientização. Magda lembra do surgimento de dificuldades: um entrave poderia ter colocado um ponto final neste trabalho. Ao final dos cinco meses iniciais de desenvolvimento do projeto, a praça foi fechada para reforma. Magda se empenhou para não deixar o projeto terminar e hoje o Querubins está instalado em uma área de 10 mil metros quadrados, cedida em regime de comodato pela Mineração Lagoa Seca. As instalações físicas contam com11 salas de aula, ginásio de esportes, tenda de circo, horta orgânica, cozinha escola e até sala para fabricação de sabonetes artesanais.</p>
<p>A ex-consultora em hotelaria, Magda Coutinho, conta sobre o seu encantamento pelo trabalho realizado pelas organizações do Terceiro Setor. “O Querubins passou a ser um programa de apoio à vida, com qualidade e respeito aos direitos e valores humanos, mudou meus paradigmas: descobri que o envolvimento com o próximo é muito importante para enxergar o outro de forma diferente, mas consciente da sua igualdade. Hoje as 200 crianças e adolescentes são os meus filhos do coração”, orgulha-se. Magda acredita que se em cada canto da cidade uma pessoa iniciar um trabalho e chamar os amigos, o mundo com certeza será melhor, mas para isso tem que despertar e encontrar motivação. “A minha motivação foi o parque abandonado e hoje sou mais feliz, comigo mesma, do que antes, quando vivia apenas em função da minha própria vida. Aprendi muito”, finaliza.</p>
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		<title>Jornalismo cidadão</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 12:51:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Oportunidades]]></category>

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		<description><![CDATA[Na região Leste de Belo Horizonte, 40 crianças e adolescentes de duas unidades da rede de ensino municipal criam rádios e fortalecem relacionamento entre a comunidade escolar: alunos, professores e familiares. O Comunic@ Escola! desenvolve atividades educativas, a partir de técnicas e ferramentas de comunicação e já realizou, em dois anos de atuação, oficinas de fotografia, vídeo e jornal mural, que culminaram na implantação de rádios escolares.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;"><a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fwww.politicapublica.com.br%2F%3Fp%3D270"><img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fwww.politicapublica.com.br%2F%3Fp%3D270" height="61" width="51" /></a></div><p><strong><img class="alignleft size-medium wp-image-271" title="FOTO1RADIO" src="http://www.politicapublica.com.br/wp-content/uploads/2010/09/FOTO1RADIO-225x300.jpg" alt="FOTO1RADIO" width="225" height="300" />Escola que comunica, não se trumbica</strong></p>
<p>Rodrigo Correa, Colaborador da ONG Oficina de Imagens</p>
<p>Imagine a cena: um grupo de crianças e adolescentes conduzindo um veículo de comunicação, uma rádio, dentro de uma escola da rede pública.  A cena é real e a experiência vem sendo desenvolvida em duas instituições de ensino municipal de Belo Horizonte, integrantes do projeto Comunic@ Escola: as escolas municipais Professora Alcida Torres, no bairro Taquaril e São Rafael, no Pompeia, ambos na região Leste da cidade. Quarenta crianças e adolescentes &#8211; vinte em cada escola &#8211; participam atualmente do projeto, realizado pela ONG Oficina de Imagens em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a empresa British Telecom e a Prefeitura de Belo Horizonte por meio da Secretaria Municipal de Educação. O Comunic@ Escola! desenvolve atividades educativas, a partir de técnicas e ferramentas de comunicação e já realizou, em dois anos de atuação, oficinas de fotografia, vídeo e jornal mural, que culminaram na implantação de rádios escolares.</p>
<p>As atividades do Comunic@ Escola  acontecem duas vezes por semana nas escolas participantes e priorizam dinâmicas e brincadeiras que fortaleçam o relacionamento entres os estudantes. Durante as oficinas, de forma transversal, o alunos  trabalham temas como os direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente, a participação estudantil, o combate à discriminação e a melhora da convivência no ambiente escolar. Para a coordenadora do Comunic@ Escola!, Paula Kimo, com a implantação da rádio escolar, o projeto espera contribuir para criar, no ambiente escolar, um espaço de circulação da informação de forma mais livre.  “A rádio possibilita momentos de interação, troca de informação e entretenimento, além de servir como uma poderosa ferramenta pedagógica”, afirma o jornalista e educador do projeto, Carlos Jáuregui. De acordo com ele, a rádio pode dialogar tanto com os conteúdos trabalhados em sala de aula, quanto com temáticas que não estão incluídas de forma sistemática nos currículos. “É o caso de discussões muito importantes como  cidadania e direitos humanos”, informa.</p>
<p><strong>Rádios  Escola e jovem sintonizado</strong></p>
<p>Em agosto próximo, será a vez da Escola Municipal São Rafael, no bairro Pompeia, lançar oficialmente a “Rádio Escola &#8211; a rádio do São Rafael”. De acordo com a professora comunitária, Orquídea de Deus, o Comunic@ Escola! tem contribuído para melhorar as relações na escola, inclusive no que diz respeito à disciplina e ao estímulo a uma cultura da não-violência. “Vai contribuir muito para a conscientização dos estudantes sobre os problemas que enfrentamos e também, na interlocução com as famílias e a comunidade”, acredita. Inaugurada no último dia 22 de junho, a rádio Jovem Sintonizado &#8211;  a rádio que todo jovem quer” &#8211; vem se inserindo gradativamente no dia a dia da Escola Municipal Professora Alcida Torres. Atualmente a rádio vai ao ar às terças e quintas-feiras, nos horários da entrada e recreio dos alunos e do almoço e, após um período de adaptação, espera-se que funcione diariamente. De acordo com o estudante de 16 anos, Mateus Eliardo Santigo, no projeto desde o início, a rádio facilita a troca de informações, além de deixar a escola mais divertida. “Podemos passar as músicas prediletas dos alunos,  fazer e mobilizar para campanhas solidárias, como para a doação de agasalhos e informar sobre os direitos dos estudantes e as ações do grêmio estudantil”, diz.</p>
<p><em>JORNALISMO CIDADÃO: projeto do caderno EU ACREDITO!, em parceria com organizações sociais, promove o acesso efetivo à grande mídia, através da publicação de material jornalístico do interesse das comunidades atendidas, produzido sob a orientação de profissionais de Comunicação. PARTICIPE! Mais informações: ppclitzamattos@gmail.com </em></p>
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		<title>Mercado de trabalho</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 12:39:02 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA["Estamos tecendo, mesmo que devagar e com tropeços, um mundo melhor"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;"><a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fwww.politicapublica.com.br%2F%3Fp%3D265"><img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fwww.politicapublica.com.br%2F%3Fp%3D265" height="61" width="51" /></a></div><p><strong><img class="alignleft size-medium wp-image-266" title="Teodsio2" src="http://www.politicapublica.com.br/wp-content/uploads/2010/09/Teodsio2-300x224.jpg" alt="Teodsio2" width="300" height="224" />“Coração de estudante” no Terceiro Setor</strong></p>
<p>O Terceiro Setor brasileiro ainda mantém em aberto o desafio de repensar suas práticas de gestão de pessoas. O número de profissionais em formação que se interessam pelo Terceiro Setor cresceu significativamente nos últimos anos no Brasil. Minha experiência como professor universitário confirma isso cotidianamente. No entanto, para decepção dos docentes, comprometidos com uma formação cidadã e responsável desses novos profissionais, esse volume ainda pouco é significativo frente à avassaladora quantidade de pessoas interessadas em atuar no setor privado e/ou, também de forma crescente, disputar uma vaga nos concorridos processos seletivos para cargos no setor público. O interesse da juventude pela atuação remunerada no Terceiro Setor, na maioria das vezes, vem acompanhada de uma concepção romantizada do trabalho na área. Imaginando encontrar maiores oportunidades de trabalho entre as ONGs, os estudantes acabam por se decepcionar com a pouca oferta de vagas, salários menores, benefícios menos atraentes (quando existentes) e processos seletivos também muito disputados, nos quais as exigências de formação e experiência de trabalho nada deixam a dever às demandadas do mercado privado e pelas organizações governamentais.</p>
<p>Mais importante ainda é outra idealização acerca do Terceiro Setor:  a visão dessa área como espaço de atuação profissional no qual se poderia fazer a efetiva diferença na transformação do mundo. Depois de alguns anos atuando em ONGs, muitos desses jovens profissionais migram para cargos mais atraentes e com melhores condições de trabalho em organismos internacionais, empresas que investem em responsabilidade social ou órgãos governamentais. Muitos deles o fazem decepcionados com a baixa efetividade das intervenções sociais e ambientais no equacionamento dos problemas que afligem a humanidade e, decepcionados com a completa desorganização gerencial das organizações do Terceiro Setor ou com sua grande burocratização e rigidez gerencial.  No entanto, a maioria deles parece mesmo migrar para outros caminhos no mercado de trabalho pela frustração de não conseguirem atuar naquilo que acreditam e se comprometeram: com a construção de um mundo mais justo e sustentável.</p>
<p>A desculpa clássica de várias ONGs para as precárias condições de trabalho, salários pouco atrativos e condições pífias de crescimento profissional na área é a falta de recursos. Ainda que esse seja um importante fator, que torna o mercado de trabalho no Terceiro Setor uma experiência nada agradável para muitos, é também um argumento cômodo para perpetuar modelos de gestão extremamente tradicionais e ultrapassados entre as ONGs, jogando para debaixo do tapete dessas organizações o desafio de pensar a sucessão geracional entre seus quadros profissionais, investir na qualidade de seu trabalho e desburocratizar e democratizar sua gestão.  Esses são desafios a serem superados não apenas pelas ONGs, mas por todos aqueles comprometidos com a visão de um futuro mais ético e responsável. Se as escolas e universidades pecam por inserir, de forma burocrática e ritualista uma formação humanística e pautada na responsabilidade social entre seus alunos, muito mais para cumprir normas de regulação governamental da educação e legitimar, perante a sociedade, a formação que afirmam construir junto aos seus estudantes. O resultado disso tudo é que encontramos uma mão de obra majoritariamente mais velha atuando nas ONGs. Isso tem seus aspectos positivos, como tudo na vida, mas deixa em aberto o desafio de sustentar a atuação do Terceiro Setor com novas energias e utopias, típicas da juventude.</p>
<p><em> </em></p>
<p><em>Armindo dos Santos de Sousa Teodósio, Professor do Programa de Pós-Graduação em Administração da PUC Minas</em></p>
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		<title>Resultados em setembro</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 12:32:36 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Editora do caderno EU ACREDITO! participa da seleção pública de projetos Petrobras]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;"><a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fwww.politicapublica.com.br%2F%3Fp%3D261"><img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fwww.politicapublica.com.br%2F%3Fp%3D261" height="61" width="51" /></a></div><p><img class="alignleft size-medium wp-image-262" title="VALERIA FLORES-Foto Steferson Faria_01-petrobras1" src="http://www.politicapublica.com.br/wp-content/uploads/2010/09/VALERIA-FLORES-Foto-Steferson-Faria_01-petrobras1-300x198.jpg" alt="VALERIA FLORES-Foto Steferson Faria_01-petrobras1" width="300" height="198" />Os trabalhos de avaliação dos cerca de 4 mil projetos inscritos, até o último dia 21 de maio, na Seleção Pública de Projetos 2010 do Programa Petrobras Desenvolvimento e Cidadania (<a href="http://www.petrobras.com.br/minisite/desenvolvimentoecidadania">www.petrobras.com.br/minisite/desenvolvimentoecidadania</a>) já foram concluídos. O resultado, com cerca de 200 instituições classificadas na seleção pública para receber o patrocínio, será conhecido neste mês. A equipe de avaliadores foi composta por especialistas da companhia, representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), instituição parceira nesta edição do programa, além de profissionais das esferas governamental, acadêmica, da sociedade civil organizada e da imprensa.</p>
<p>Em Minas Gerais, a jornalista e editora do caderno EU ACREDITO! no jornal HOJE EM DIA, Valéria Flores é a representante da imprensa convidada. A jornalista foi indicada pela Link Comunicação, passou por processo de seleção por currículo e de treinamento de capacitação, para integrar a equipe de avaliadores. &#8220;É um desafio estimulante participar de um programa dessa amplitude. A responsabilidade é grande, mas a troca de conhecimentos e experiências, com os diversos atores envolvidos, são benefícios pessoal e profissional inestimáveis. Minha preocupação tem sido, durante esses dias de trabalho, não medir esforços para contribuir de forma efetiva e eficaz, como forma de retribuir a oportunidade&#8221;, diz Valéria Flores.</p>
<p>O Programa Petrobras Desenvolvimento e Cidadania prevê a destinação de recursos da ordem de R$ 110 milhões a projetos, de todas as regiões do país, que promovam transformação social e a redução das desigualdades, nas comunidades mais excluídas. Cada projeto pode solicitar patrocínio de até R$ 1.450.000,00 pelo período de dois anos, com possibilidade de renovação por igual período. Entre os critérios para inscrição, projetos em andamento ou em fase de planejamento que tenham como foco ao menos uma das seguintes linhas de atuação: Garantia dos direitos da criança e do adolescente; Educação para a qualificação profissional; e Geração de renda e oportunidade de trabalho.</p>
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		<title>Criar soluções coletivas</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Aug 2010 19:21:18 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Destaques]]></category>

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		<description><![CDATA[A última pesquisa do IBGE (1995) sobre a população jovem revela que existem mais de nove milhões de jovens, de 15 a 24 anos, residentes nas regiões metropolitanas brasileiras, cifra esta que corresponde a 20,0% da população total dessas regiões. Diante desses dados e, no mês em que o “caso Bruno”, mobilizou a mídia brasileira e povoa o imaginário da sociedade, de forma lamentável, o EU ACREDITO traz um exemplo de vida que exibe semelhanças. Na entrevista a seguir, Alex Pereira Barbosa, o cantor e fundador da Central Única das Favelas (Cufa), MV Bill fala de sua trajetória de menino pobre numa comunidade carente, à profissional da música e ator sociocultural reconhecido nacional e mundialmente e mostra que as semelhanças com outros famosos, de origem humilde, cada vez mais, presentes na mídia por atos ilícitos, acaba por aí.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;"><a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fwww.politicapublica.com.br%2F%3Fp%3D251"><img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fwww.politicapublica.com.br%2F%3Fp%3D251" height="61" width="51" /></a></div><div id="attachment_253" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-253" title="mv bill - crdito Divulgação Yankee" src="http://www.politicapublica.com.br/wp-content/uploads/2010/08/mv-bill-crdito-Divulgação-Yankee-300x212.jpg" alt="MV Bill já foi premiado pela Unesco" width="300" height="212" /><p class="wp-caption-text">MV Bill já foi premiado pela Unesco</p></div>
<p>A última pesquisa do IBGE (1995) sobre a população jovem revela que existem mais de nove milhões de jovens, de 15 a 24 anos, residentes nas regiões metropolitanas brasileiras, cifra esta que corresponde a 20,0% da população total dessas regiões. Diante desses dados e, no mês em que o “caso Bruno”, mobilizou a mídia brasileira e povoa o imaginário da sociedade, de forma lamentável, o EU ACREDITO traz um exemplo de vida que exibe semelhanças. Na entrevista a seguir, Alex Pereira Barbosa, o cantor e fundador da Central Única das Favelas (Cufa), MV Bill fala de sua trajetória de menino pobre numa comunidade carente, à profissional da música e ator sociocultural reconhecido nacional e mundialmente e mostra que as semelhanças com outros famosos, de origem humilde, cada vez mais, presentes na mídia por atos ilícitos, acaba por aí. Assim como tantos outros, sua história é a prova viva de que carregar o “peso” de um passado convivendo com dificuldades, pobreza financeira, violência e outros fatores sociais, não significa ter apenas uma escolha: o crime. Pelo contrário, por mais difícil que seja, como ele mesmo diz, “é muito fácil falar que as pessoas têm opções”, elas continuam existindo e são o que podem fazer a diferença numa vida inteira. Um outro caminho, o do exemplo ético e solidário e de luta por justiça social. “Eu acredito que o conhecimento vem a partir daquilo que a gente vivencia e, daí em diante, criamos condições de modificar o que achamos necessário. Eu conheci e agora posso tentar ajudar a mudar para melhor a realidade dessas pessoas, assim como eu modifiquei a minha”, afirma Bill. E as mudanças em sua vida foram drásticas e definiram o presente. Alex Pereira Barbosa, ou MV Bill, 36 anos, nasceu em uma família humilde na comunidade Cidade de Deus, zona Ooeste carioca, onde mora até hoje. O pai, o bombeiro hidráulico, Mano Juca, e a mãe, a dona de casa Cristina. Bill é um apelido de infância, referência a “Rato Bill”, desenho de um rato que vinha em figurinhas de uma goma de mascar, durante a Copa do Mundo de 1982. O apelido MV aparece por volta de 1991, quando escuta Public Enemy – grupo de Nova York muito politizado – e lê as biografias de Malcom X (1925-1965), foi um dos maiores defensores dos direitos dos negros nos Estados Unidos e de Zumbi dos Palmares (1655-1695), o último dos líderes do Quilombo dos Palmares, no Estado de Alagoas, uma comunidade auto-sustentável, formado por escravos negros fugidos das fazendas, prisões e senzalas brasileiras.</p>
<p>A partir daí, Bill passa a promover encontros e conscientizar os moradores de sua comunidade, através de conversas e do rap. Algumas senhoras religiosas da Cidade de Deus, ao verem como a música transmitia a mensagem popular das favelas e suas críticas aos problemas sociais, batizaram-no de Mensageiro da Verdade. Ele é o autor, junto com Celso Athaíde, do famoso livro e documentário Falcão &#8211; Meninos do Tráfico, o mais famoso de sua carreira. Na obra, MV Bill conta a história de vida de dezessete meninos envolvidos com o tráfico de drogas em diversas favelas; dos dezessete, apenas um sobreviveu. Na época, Bill, recebe uma série de represálias e acusações de apologia ao crime, mas também o apoio de personalidades da música e adeptos do movimento, conhecedores do seu trabalho social. Referência comunitária e personagem midiático, o raper já foi também premiado pela Unesco como uma das 10 pessoas mais militantes do mundo, nos últimos 10 anos. Por meio da crônica musical da situação das favelas brasileiras, MV Bill transmite seu discurso político sobre violência, discriminação e cidadania. Junto com o produtor, Celso Athaíde, criou a Central Única das Favelas (Cufa), uma Organização Não-Governamental (ONG), com bases de trabalho em várias partes do Brasil e no mundo, cuja forma de expressão predominante é o hip hop, como forma de fomentar a produção cultural das favelas brasileiras, através de atividades nos campos da educação, esporte e cultura. Além da sua vida, na entrevista abaixo, MV Bill aborda temas nacionais, como a educação, responsabilidade social, sistema de cotas para negros, nas universidades, políticas públicas e outros, atuais e urgentes na sociedade brasileira.</p>
<p><strong>Em toda a sua trajetória, o que aponta como propulsor de um resultado diferenciado nas comunidades, como a que você nasceu e vive até hoje? </strong>Antes: Sorte. Hoje: comprometimento social de quem teve mais sorte e possibilidades com aqueles que não tiveram. Compartilhar conhecimento já é um grande caminho para resultados diferenciados.</p>
<p><strong>Com a sua experiência de vida e os conhecimentos adquiridos, qual  o seu diagnóstico sobre as condições sociais e o perfil, da população jovem no Brasil? </strong>Acho preocupante. Vejo pelos meus vizinhos. Todas as filhas de uma vizinha já tiveram filhos, às vezes mais de um e algumas com apenas 15 anos. E eu estou falando de Rio de Janeiro. Estive em Natal no ano passado e ouvi as pessoas falando e relatando que a principal praia da cidade era cenário  de prostituição de crianças e adolescentes. Diante dessa realidade, precisamos pensar em uma revolução do ensino. Pensando na educação, vemos que os jovens estão conectadas em uma velocidade que as escolas não acompanham: o formato tradicional, do professor na sala de aula, de pé dizendo o que é certo ou errado e fazendo nossa juventude aprender a decorar o que está nos livros. Isso está longe do que eu acredito que seja estimulante e efetivo para o saber. E não acontece só nas escolas públicas. Recentemente ouvi o relato de uma mãe de uma menina que estuda em uma das escolas mais “caras” do Rio de Janeiro. Ela foi ver o boletim da filha e as notas eram ótimas, mas quando decidiu conversar com a filha sobre história, a filha não sabia responder. A menina disse que a professora manda ler o capítulo do livro e frisar o que é importante e depois a prova é aplicada. A mãe da menina ficou indignada e decidiu ir até a escola, para reivindicar e deixar claro que ela não estava pagando uma mensalidade alta, para constatar que a filha só aprendia a decorar. Acho que a nossa juventude precisa vivenciar as experiências e assim adquirir conhecimento. Eu sei que é complicado e que isso vai levar muito tempo pra mudar, mas acho que a hora é essa. Os espaços de educação no futuro não parecem que vão ser a sala de aula, mas sim os computadores, através dos blogs, sites de relacionamento. Está mais do que na hora de ficarmos atentos a isso.</p>
<p><strong>Como avalia as atuais políticas públicas voltadas para proteger a infância e adolescência no país? </strong>As políticas públicas não podem ser para a juventude, precisam ser contra a juventude. Pequenas mudanças, mas com grande diferença.</p>
<p><strong>Quais os sentimentos e os pensamentos, diante de questões ainda polêmicas e de difícil consenso no país, como o sistema de cotas para negros nas universidades? </strong>O tema das cotas em universidades no Brasil sempre gera um debate intenso. É claro que eu não acredito que as cotas sejam  a solução para o problema do abismo educacional que assola a maioria esmagadora da população negra desse país. É claro que eu acredito que uma reforma educacional, com escolas de qualidade para todos seja essa solução. O ideal é que as escolas públicas atendam com a qualidade necessária a todos os brasileiros, desde muito novos. O problema é que essa reforma, mesmo que iniciada nesse momento e com muito empenho de todos, vai demorar anos para se concretizar. Então, o que fazemos com os jovens negros que estão concluindo agora o ensino médio? Esperam essa reforma acontecer e chegar a hora deles? Estou convencido de que as cotas em universidades, assim como em outros setores, é uma medida eficaz e a única possível para o momento em que vivemos.</p>
<p><strong> </strong><strong>Algum fato ou sentimento que tenha marcado o início da sua trajetória como  militante social? </strong>A minha trajetória social já vinha sendo construída, na mesma medida em que eu vinha me construindo e me descobrindo como pessoa, da realidade em que vivia e via ao meu redor o tempo todo. Mas se tiver que definir um momento onde isso realmente se tornou decisivo, foi no momento em que eu assisti ao filme “Colors &#8211; As cores da violência”, sobre duas gangues que disputavam o controle da venda de crack em Los Angeles (Estados Unidos). Assistindo àquele filme eu percebi as semelhanças com a comunidade onde  vivia, a Cidade de Deus, e que deveríamos fazer alguma coisa para mudar.</p>
<p><strong>Nesses anos de atuação, na área sociocultural, alguma experiência a ser trocada? </strong>Várias, mas destacaria o documentário “Falcão &#8211; Meninos do Tráfico”, como uma experiência negativa e positiva. Não me senti feliz em constatar a realidade que os jovens brasileiros viviam e ainda vivem. Mas, foi positiva porque conheci de perto os dois “brasis” que eu menciono no depoimento (da van) que fiz na época, no documentário. Eu acredito que o conhecimento vem a partir daquilo que a gente vivencia e, daí em diante, criamos condições de modificar o que achamos necessário. Eu conheci e agora posso tentar ajudar a mudar para melhor a realidade dessas pessoas, assim como eu modifiquei a minha.</p>
<p><strong>Qual era a ideia, quando começou a sua pesquisa com o produtor brasileiro, Celso Athayde, sobre a realidade das favelas cariocas? </strong>Muitas vezes durante as entrevistas com os jovens eu pensava: esses meninos nem sabem o que eles estão fazendo. Era quase uma experiência surreal, mas infelizmente não era. Eu me senti na obrigação de retratar o que eu conheci. Pensei muito sobre o que iríamos fazer. “Exterminar” todas aquelas crianças de jovens, nós não podíamos, mesmo que, de certa forma, elas já estavam “exterminadas” socialmente. É muito fácil falar que as  pessoas têm opção, mas quanta gente que tem tudo e está por aí cometendo crimes. Quantas pessoas estão deprimidas mesmo com família, casa e trabalho. E esses jovens? Será que eles não passam por isso? Não né? Para esse outro Brasil do qual eu não faço parte, esses jovens e seus pais e irmãos nem existem. Até que a condição de vida desses jovens bata na porta desse outro Brasil. O que eu quero é não ser cego, nem burro.</p>
<p><strong>Como surgiu a Cufa? Tem a ver com o clipe “Soldado do Morro”? </strong>Acho que a ideia da Cufa já existia, já estava ali na minha cabeça, na do Celso, na cabeça das pessoas que estavam junto com a gente na época (1999-2000). O clipe “Soldado do Morro” criou polêmica e deu a visibilidade necessária. Fui tratado como bandido, mas às vezes eu penso que as pessoas que comandam, as que têm poder, não fazem o que fazem de propósito, elas apenas ignoram. Essas pessoas passam tanto tempo voltadas para seus próprios interesses que ficam “emburrecidas” no que diz respeito ao seu próprio povo e, consequentemente, a eles mesmos. Eu, Celso e as pessoas que estavam conosco felizmente não pensávamos da mesma maneira. E ainda não pensamos. Então acho que a Cufa já existia antes do clipe, a Cufa já era um sentimento, que pretendia levar um pouco de informação sobre o Brasil que nós conhecemos para essa gente que ignora.</p>
<p><strong>Fale sobre a metodologia utilizada na Cufa para mobilizar os jovens? </strong>Nos Estados Unidos eu vi muitos projetos ligados a música,com bons resultados.  A Cufa se diferencia muito nesse sentido, apesar de termos nossa iniciação com muita base nos conceitos do hip hop, nosso leque é aberto, a ponto de oferecer oficinas e cursos de suma importância, mas sem necessariamente ser ligado à música.</p>
<p><strong>Comente uma afirmação sua: “A igualdade nas diferenças é possível”. </strong>O trabalho que mais realizamos na instituição é o de propiciar o protagonismo, principalmente de jovens, que antes estavam literalmente à margem da sociedade, como se não fizessem parte dela. O objetivo é que essas pessoas tomem as rédeas de suas vidas. Isso é mais que reconhecer que a igualdade nas diferenças é possível. É reconhecer que a superação das diferenças não só é possível, como é uma realidade.</p>
<p><strong>E as premiações que ganhou? Reconhecimento? </strong>Se tornar um líder é uma consequência das ações que desenvolvemos. Acredito que o grande exemplo é a construção de uma instituição criada por negros das periferias, que tomou a proporção e a importância que a Cufa alcançou, atuando em todos os segmentos da sociedade.</p>
<p><strong>Alguma crítica quanto aos programas socioculturais implementados por grandes organizações em nome da responsabilidade social e ambiental? </strong>Em um país onde a ganância e a corrupção tomam proporções absurdas, o trabalho das empresas nesse sentido é fundamental para uma movimentação do pensamento do consumidor. Outro dia estava perto de um amigo quando ele recebeu uma carta do banco para comunicar uma fusão. A carta era uma coisa fantástica, tinha um cartão moderno, tipo 3D. Nos  perguntamos: pra que tudo isso? Meu amigo se sentiu aliviado por ter trocado de banco porque o dinheiro gasto naquilo poderia ser usado para um projeto social real, como forma de comemoração da tal fusão. Eu acho que podemos ter críticas a esses programas e eles podem até vir a ser oportunistas. Mas os consumidores, minha mãe, meu vizinho, meu sobrinho, hoje todos já temos uma certa consciência e quando pensamos em uma empresa, pensamos se ela tá fazendo algo pela nossa comunidade ou por outras. Eu acredito que isso movimenta o nosso pensamento para algo melhor.</p>
<p><strong>Após tantas conquistas,algum sonho ou meta a alcançar? </strong>Muitas, quando a gente para de sonhar é porque a gente morreu.</p>
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		<title>Defesa do meio ambiente</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Aug 2010 19:07:14 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Mobilização pela proposta de elaboração do Novo Código Florestal]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;"><a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fwww.politicapublica.com.br%2F%3Fp%3D244"><img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fwww.politicapublica.com.br%2F%3Fp%3D244" height="61" width="51" /></a></div><p><img class="alignleft size-medium wp-image-246" title="Renato Dolabella" src="http://www.politicapublica.com.br/wp-content/uploads/2010/08/Foto-Renato-Dolabella-300x242.jpg" alt="Renato Dolabella" width="300" height="242" />As instituições do Terceiro Setor têm papel relevante em diversas áreas de grande interesse social e, atualmente, temas ligados à defesa do meio ambiente têm ganhado destaque devido à atuação das organizações Não-governamentais (ONGs) nesse âmbito. Juridicamente, a questão ambiental está prevista na Constituição da República, cujo artigo 225 indica que todos têm direito a um meio ambiente ecologicamente equilibrado. Para tanto, o Poder Público e a coletividade têm o dever de defendê-lo e preservá-lo.</p>
<p>A defesa do meio ambiente também está relacionada à atividade econômica nacional. A Constituição enumera princípios que devem ser seguidos para que seja possível a criação adequada de bens e serviços que gerem riqueza e bem estar a todos. Nesse sentido, o artigo 170, VI reforça que a defesa do meio ambiente é um desses princípios que devem ser respeitados. Isso quer dizer que a exploração dos recursos naturais deve ser feita de forma equilibrada, buscando a sustentabilidade no aproveitamento da natureza. O Terceiro Setor marca presença nesse contexto, na medida em que toma parte das discussões sobre o aproveitamento racional do meioambiente.</p>
<p>A título de exemplo, podemos apontar a proposta de elaboração do Novo Código Florestal, que tramita no Congresso Nacional. Diversas ONGs, militantes na área ambiental têm participado ativamente dos debates, por meio do Observatório do Clima. A partir dessa atuação, foram inclusive formuladas diversas críticas ao projeto de lei, especialmente no que diz respeito ao desmatamento e à redução de reserva legal que deve ser obrigatoriamente protegida em alguns tipos de propriedade rural. As ONGs também têm um papel relevante no que diz respeito à conscientização da população para a exploração adequada dos recursos naturais. Nesse sentido, é possível destacar diversas campanhas educativas sobre temas variados, como reciclagem, uso da água, descarte adequado de materiais poluentes, entre outros. Para que essa atuação possa ser a melhor possível, as entidades devem buscar uma estruturação adequada, o que passa pelo conhecimento da legislação aplicável ao Terceiro Setor. Diversos tipos de benefícios podem ser usufruídos pelas organizações, o que favorece a execução de suas atividades. Assim, para que os fins sejam alcançados, é essencial conhecer adequadamente os meios para tanto.</p>
<p> </p>
<p><em>Mestrando em Direito Econômico pela UFMG, professor de Direito do Terceiro Setor na FEAD e no Instituto de Governança Social (IGS), membro da Comissão de Terceiro Setor da OAB/MG </em></p>
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		<title>Biologia computacional</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Aug 2010 19:00:15 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Agenda]]></category>

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		<description><![CDATA[Grupo Regional de Estudantes nacional (RSG-Brazil) é formado por estudantes e jovens pesquisadores da América Latina]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;"><a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fwww.politicapublica.com.br%2F%3Fp%3D241"><img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fwww.politicapublica.com.br%2F%3Fp%3D241" height="61" width="51" /></a></div><p>Foi criado o primeiro Grupo Regional de Estudantes nacional (RSG-Brazil), formado por estudantes e jovens pesquisadores da área de bioinformática e biologia computacional da América Latina, vinculado ao Conselho Estudantil da Sociedade Internacional de Biologia Computacional (ISBC), com o apoio da Associação Brasileira de Bioinformática e Biologia Computacional. A missão do ISBC é promover o desenvolvimento da próxima geração de biólogos computacionais, através da provisão de eventos científicos, rede de oportunidades, soft-skills formação, recursos educativos e aconselhamento de carreira, durante a tentativa de influenciar as políticas que afetam os processos da ciência e da educação.</p>
<p>Para associar-se ao RSG-Brazil acesse o site <a href="http://www.iscbsc.org">www.iscbsc.org</a> .</p>
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